Bleed 2 – Review

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Lembro-me que a ocasião que vou falar agora era uma semana que estava rolando alguma daquelas sales temáticas no Steam e eu tava comprando alguns jogos, e aí, sobrou um pouquinho de grana na minha carteira. Grana essa que daria pra eu gastar num pastel com refrigerante na pastelaria mais próxima e me bastou pra comprar uns joguinhos indies pequenos e entre eles, estava lá um que atendia pelo nome de “Bleed” que eu comprei por motivos de “tava baratinho e eu tenho uns trocados sobrando, vamo ver qualé”.

Ainda na mesma semana resolvi jogar pra ver do que se tratava e, meus amigos, foi uma belíssima de uma surpresa. Eu não estava esperando receber um jogo de ação tão intenso e divertido como aquele na vibe dos Contra e Metal Slug que eu adorava quando moleque. E eis que 4 anos depois do lançamento do primeiro jogo, o desenvolvedor canadense Ian Campbell nos brinda com sua sequência: Bleed 2.

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Quem jogou e curtiu o original, meio que já sabe o que esperar aqui: a grosso modo, um jogo extremamente intenso e frenético de ação e plataforma que lembra muito uma mistura maluca de elementos encontrados desde Contra e Metal Slug, “shmups” e até aquele slow-motion que tinha em Max Payne (é o exemplo mais notável que faz uso disso que consigo pensar no momento, perdão) que faz total sentido dentro de si e resulta num jogo muito, mas MUITO divertido.

E o que temos no segundo jogo? Bleed 2 pega todos os pontos em que seu antecessor acertou e dá um enfoque muito maior neles, além de trazer novas mecânicas de combate que dão uma cara totalmente nova ao jogo.

A primeira das grandes mudanças pode ser notada tanto no visual quanto na parte sonora (principalmente esta), que estão bem melhores, mas a maior de todas as diferenças está no sistema de combate. No primeiro Bleed, a principal arma nas mãos da nossa heroína, Wryn, são duas pistolas que você pode usar pra atirar em literalmente qualquer coisa em qualquer direção. Porém, ali você podia comprar mais armas e power-ups entre as fases com os pontos que ganhava nelas. No entanto, a maioria dessas armas não era tão versátil de verdade como as pistolas, mas eram uma opção pra quem quisesse ver o jogo por outra ótica, mas no meio de uma dessas armas desbloqueáveis, havia a Katana, que era pra ataques de curta distância e ela refletia alguns tiros que o jogador recebia caso fosse usada no timing certo.

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Mas nem sempre isso funcionava lá. Sem o treino necessário, era bem fácil o jogador errar o timing na hora de refletir os tiros e nem todos podiam ser arremessados de volta (fora que pra usar essa espada você ainda tinha que trocar de arma apertando os botões referentes a isso antes de poder usar, o que te fazia gastar algumas frações de segundos que poderiam servir para desviar de uma chuva de tiros vindo na sua direção).

E o grande, e talvez maior barato de Bleed 2 é unificar a mecânica das pistolas com a katana, que agora está bem mais rápida e eficiente, podendo ser acionada ao simples toque do analógico direito para a direção que quiser usar (ou um breve clique no mouse, caso esteja jogando com teclado e mouse) e você pode manter segurando o analógico na mesma direção para continuar atirando ali. Tudo está acessível ao manipular o mesmo analógico/clique de mouse, de forma que não dá pra se confundir e torna o combate muito mais ágil e dinâmico e a otimização desses comandos foi feita de maneira extremamente leniente e de fácil compreensão.

Além do novo esquema de combate, vale dizer que, se Bleed 2 está muito mais frenético e acelerado que o seu antecessor, o excelente level design também tem uma boa parcela de culpa nisso. As fases do jogo são projetadas de maneira que você consiga continuar seguindo em frente atirando em todos os inimigos e rebatendo seus tiros quando necessário sem que precise parar, caso tenha reflexos para isso. Os únicos momentos onde você para de seguir em frente é para lutar contra os chefes, que mesmo uma boa parte deles sendo reciclada do jogo anterior, estão melhor polidos e o combate contra eles agora é mais interessante por causa da “nova” mecânica da Katana.

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E essa mesma progressão vai escalando pelas sete fases até o final do jogo. Cada fase é ainda mais intensa do que a anterior e sempre com variações novas de inimigos, obstáculos e chefes, cada um com sua maneira de ser vencido. Nunca se torna repetitivo, ainda mais que é possível terminar o jogo em um pouco menos de uma hora, mas ele dura o que tem de durar, e nisso ele acertou melhor ainda do que o primeiro. Por mais que seja um jogo bem curto, eu garanto que você com certeza vai querer jogá-lo mais vezes (eu mesmo pra escrever esse texto devo ter jogado tipo umas 10 vezes).

Bleed 2 incentiva o jogador a rejogar e o recompensa se o mesmo obter uma performance boa em outros modos e outras dificuldades. As diferenças do jogo na dificuldade normal (que, está mais leve que no jogo anterior. Eu particularmente achei extremamente fácil no normal, mas no hard fiquei bem satisfeito e o Very Hard só começou a me trazer problema depois da quarta fase, mas nada super impossível. A dificuldade é extremamente justa e deixa claro que, se você perdeu, a culpa foi sua) para as dificuldades mais altas são o bastante para justificar que o jogador termine de novo e veja como que, numa dificuldade mais elevada por exemplo, o padrão de golpes de alguns inimigos muda, a quantidade deles nos cenários, os tipos de tiros que usam, se são rebatíveis ou não pelo seu personagem… tudo isso adiciona novas camadas de profundidade às mecânicas do jogo.

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E como se isso não fosse o bastante, ao terminar o jogo em algumas dificuldades específicas, ainda há alguns extras, como cinco personagens jogáveis (entre eles, a protagonista de They Bleed Pixels, veja só) bem diferentes uns dos outros que fazem o jogo ter mais outra cara (porém alguns deles deixam o jogo extremamente quebrado e outros são um pé no saco pra fazer passar em alguns momentos por, nem de longe, serem eficientes como Wryn) e uma caralhada de armas novas pro jogador poder brincar que, não são exatamente necessárias e tal, mas a opção tá lá pra quem quiser experimentar apesar de eu ainda preferir a dinâmica do jogo com o combo pistolas+katana.

Ainda há também um Arcade Mode, que é o mesmo jogo só que o grande desafio é você chegar até o final com a mesma vida (e é difícil pra cacete, porém não é impossível. Arrisco dizer que boa parte do meu tempo jogando até escrever isso aqui foi tentando fechar o Arcade até conseguir), com rankings online e tudo mais. Um Challenge Mode, onde você pode montar um cenário com vários chefes e inimigos do jogo pra poder lutar com eles na dificuldade que quiser (podendo botar até mesmo 3 deles ao mesmo tempo) ou experimentar novos jeitos de jogar, e também um multiplayer local cooperativo que, infelizmente eu não tive a oportunidade de testar pra ver como funciona.

Maior, melhor e mais intenso, Bleed 2 é um grande avanço ao seu já ótimo predecessor e com certeza entrou pra minha lista de joguinhos que eu pegarei pra dar aquela descontraída de vez em quando por eu simplesmente querer um pouquinho de ação. Ele é tão curtinho e divertido que me vejo rejogando ele só pelo bel prazer da atividade. Se Ian Campbell fazer mais jogos no futuro, certamente acompanharei seus próximos projetos, porque Bleed 2 foi um excelente jogo de ação bem do jeitinho que eu gosto.

Bleed 2 está disponível exclusivamente para PC através do Steam.
Análise feita com cópia nos cedida pelo próprio Ian Campbell.

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