Peppa pig e a aproximação dos desenhos para os mais velhos.

Peppa Pig

Nas festividades desse fim de ano, do qual acabamos de passar, eu tive a “honra” de poder completar cinco anos em que eu sou permitido a executar a piada do Pavê na mesa da ceia. Não, eu ainda tenho 23 anos, não estou no trintão, mas já estou automaticamente autorizado a fazer todas essas piadas de tiozão devido ao fato da minha primeira sobrinha ter nascido em Novembro de 2010.

Foi a partir desta época que eu comecei a ter um contato maior com o canal Discovery Kids –  um canal que eu muito abominava e denominava como inútil anteriormente – e não só ele, mas também outras formas feitas de desenhos para crianças muito novas, como DVDs musicais, especialmente os do grupo musical Palavra Cantada e, claro, não podemos esquecer da famosíssima Galinha Pintadinha. No entanto, como essa minha primeira sobrinha mora muito longe, essas coisas ocorriam muito raramente e influenciaram bem pouco a minha vida nesses anos.

Pulamos então para a data de 15 de Fevereiro de 2014. Meu aniversário de 21 anos, por sinal (Estou aceitando quaisquer eventuais presentes que queiram me dar, apesar de já ter passado). Neste exato dia minha irmã entra no hospital e, no dia seguinte, nascem minhas duas novas sobrinhas. Sim, exatamente, vieram gêmeas logo de uma vez.

E recentemente minha primeira sobrinha ganhou uma irmã, mas ela ainda não se tornou relevante para a história.

Pois bem, diferente da minha primeira sobrinha, as gêmeas moram em um lugar que é consideravelmente perto da minha casa, coisa de uma hora de carro, mais ou menos, o que as permite virem me visitar em, praticamente, todos os meses. E por muito ter de cuidar delas, meu contato com esses DVDs e, especialmente, o canal Discovery Kids (E também um pouco a Cultura), acabou se ampliando ao ponto de eu saber o horário que os desenhos irão passar. Um dos favoritos delas, por sinal, não é um desenho, é o Hi-5, um grupo musical da Austrália que canta e faz sketches ‘divertidas’, voltadas para crianças. Mas se formos ver o desenho favorito delas, aí seria, com certeza, a Peppa Pig. Sim, aquela famosa porca de vestido vermelho que transforma bolos de aniversários em verdadeiras obras de arte que não deveriam existir e extremamente de duplo sentido e – por que não? – mal gosto. Se você não entendeu o que estou falando, procure por bolos da Peppa Pig pelo google e… seja feliz, eu diria.

É muito adulto (aproveitem e vejam o Dentro da Chaminé sobre Adventure Time)

Venho então, por meio deste, dizer que eu definitivamente gosto de assistir esses desenhos. Muitas vezes minhas sobrinhas param de ligar para os desenhos, mas eu continuo prestando atenção, pois, de certa forma, aqueles desenhos acabam por chamar a atenção e me cativar de alguma forma que é um pouco difícil de explicar exatamente.

Cabe aqui, aliás, duas ‘recomendações’ desses desenhos que elas assistem, que é o Show da Luna e o Peixonauta, duas histórias feitas por brasileiros e com um conteúdo interessante (Mas, claro, com uma temática voltada para criança). No entanto a recomendação é mais pelo fato de vermos a presença de produtores de desenhos brasileiros nessa área. E são desenhos consideravelmente populares, a Luna, hoje em dia, anda bastante presente mercadologicamente no que eu vejo, como roupas para crianças e até mesmo bonecas. Além desses, nós não podemos nos esquecer também da famosa Galinha Pintadinha, que também é extremamente popular e tem um canal de Youtube com números absurdos de visualização (com vídeos de mais de 200 MILHÕES de visualizações) e uma quantidade enorme de seguidores.

E, ok, você vai olhar pra mim, com sua cara de deboche, e dizer: “Mas Boxa, você curte My Little Pony!!” e aqui então eu solto um “calmaê!”. Primeiro que não é todo My Little Pony que eu assisto, e sim, mais especificamente, a série conhecida pelo seu título “Friendship is Magic”, que seria algo como a quarta geração de pôneis, algo como um reboot, e que eu eu diria que, apesar de ser considerado voltado para garotas de pequena idade, tem uma temática muito parecida com mangás de estilo shounen, especialmente os battle-shounens da Shonen Jump, como One Piece, evocando um forte sentimento de amizade (raios, olha o título da geração! É “amizade é mágica”!) Segundo que meu pai – avô delas, para quem tem problema de entender árvores genealógicas – , inclusive, enquanto cuida delas, assiste esses desenhos também e dá risadas com coisas que acontece na história, especialmente na famosa Peppa Pig. Por último, sim, eu curto, mas aí que está a questão… E daí? Qual seria exatamente o problema disso? E não é por ter sobrinhas que eu sou automaticamente permitido a assistir essas coisas, quem não tem crianças para cuidar também poderia e deveria aproveitar para apreciar um modelo de desenho do tipo, afinal eles também acabam por trazer um quê de aprendizado e temática para pessoas mais velhas do que crianças de 2 anos de idade.

“Opa, comékié Boxa, que que cê tá falano”, escuto você falar da terceira fileira da plateia. Sim, você mesmo, Daniel, você que está com essa camiseta branca aí. Vai lá na cozinha pegar mais pipoca porque o tema irá começar de verdade. E não beba refrigerantes, tem muito açúcar cara, toma cuidado aí, isso faz mal para você.

Bem, Daniel, e outros queridos leitores, não sei dizer se é do conhecimento de todos, ou se está no dia-a-dia de discussão de vocês, porque eu sempre acredito que ao menos uma pessoa não irá saber exatamente do que eu estou falando e não estar tão por dentro dessas temáticas (Sem problema nenhum, você não é obrigado a nada). E, para tal, vale caber o esforço de explicar que: Se você for analisar, no fim das contas, uma enorme parcela de desenhos animados terá uma pegada forte para um público mais adulto, que é algo além do que já está presente. Isso não é nenhuma novidade, não é algo recente, já é conhecido e fica muito óbvio em certas animações como Adventure Time e Steven Universe. São histórias famosíssimas por terem o quê de “hipsteragem” e “adulteza” que faz os fãs ficarem louco por “não ser um desenho de criança”. Há obras mais antigas que também deixavam isso meio claro, como As Meninas Superpoderosas, onde nós temos um ser, Ele, que seria um Diabo afeminado. Acho esse argumento uma besteira na maioria dos casos, mas deixando isso de lado por um tempo, e parando e analisando um pouco, percebemos que há níveis, como camadas, disso em outras histórias que podem não ser tão óbvias como nesses casos.

Vale também dizer o motivo desse tipo de uso de (por que não?) recurso narrativo. Isso costuma acontecer para fazer com que os pais possam assistir as animações com as crianças sem acharem aquilo ruim, para os pais também se divertirem enquanto acompanham os desenhos com as crianças. Claro que, eventualmente, pode acontecer dos pais não gostarem, mas a questão pode muito bem ser resumida no fato de se a história consegue ser boa para ambos os lados, a criança e o pai, ou não. E com esses pensamentos bem usados, o trabalho de assistir um “desenho de crianças” não se torna algo ruim e tedioso. Se você não tem uma criança em casa, acredite, é desenho o dia inteiro.

não é uma fofura?

Um desenho que quero citar brevemente aqui, e que eu – junto de uma parcela da internet – adoro é My Little Pony: Friendship is Magic. A citação aqui neste texto é muito válida principalmente pela animação passar no canal Discovery Kids também, reconhecidamente esse canal para crianças bem jovens, apesar de eu pensar se a obra tem ou não a identidade característica típica do canal (não vem ao caso). Como já foi um pouco explicado, é uma espécie de reboot de uma série que reconhecidamente tinha uma temática fortíssima para garotinhas assistirem, com histórias simplificadas para o “gosto” das crianças. Apesar disso, Friendship is Magic resolveu seguir ideias diferentes e conseguiu, através de sua “mãe” criadora, Lauren Faust, famosa por trabalhar em outras grandes animações reconhecidamente divertidas (inclusive trabalhando com as Meninas Superpoderosas), pegar a série e dar um enorme twist nas suas principais temáticas, buscando esse agrado maior ao adulto. Twist esse tão grande que, como vocês bem sabem, agradou a milhares de marmanjos internet afora e fez nascer uma guerra na web, ocasionando com que fosse criado, inclusive, um “fórum” específico no 4chan devido o tanto que a série era amada por uns e odiadas por outros (dessa forma, os que adoravam não iriam se intrometer nos outros fóruns).

Em um primeiro momento eu discordava de My Little Pony passar em um canal desses, mas com um pouco mais de pensamento eu consigo ver que não é uma má ideia. O pouco que falarei aqui dessa animação é o porque e como uma série dessas consegue se ater a um público mais forte. Para começar, My Little Pony tem referências a outras animações, onde vemos uma personagem claramente com padrões de Hannah Barbera e situações típicas do desenho do Scooby-doo, isso traz um pouco do absurdo às situações da série, que, auxiliado a outros fatores, consegue trazer o ar de humor necessário para a série, que tem momentos engraçados, mas, definitivamente, não é propriamente uma série de comédia. O segundo ponto é que a temática realmente parece um típico mangá shounen, onde seis amigas precisam reconhecer suas amizades e usarem os Elementos da Harmonia (os elementos que as representam) para derrotarem os grandes malvados inimigos da série, sempre trazendo lições de moral, aprendizados de vários e toques de como, apesar das dúvidas, a amizade pode prevalecer apesar dos problemas e das diferenças.

Temos então: pôneis fofos, um desenho colorido, muito bem desenhado e bonito, que é agradável aos olhos, uma temática forte de amizade e aprendizado, piadas e referências a outras animações famosas, e que, além disso tudo, consegue entregar uma história significativamente cativante (com ‘episódios episódicos’, sem dúvida, mas que costumam influenciar vez ou outra diretamente na trama) e temáticas significativamente próximas de problemas reais e um tanto maduras, presentes mesmo em um desenho voltado principalmente para garotinhas de alguma idade não muito alta. Além do fato de que, apesar de termos seis personagens principais que são “garotas pôneis”, e que os elementos do desenho podem parecer muito “para menininhas” para alguns – o que parece afastar as pessoas do desenho por algum motivo – nós temos uma bela narrativa, com uma história muito bem contada e uma escrita muito bem feita, indo além e pegando, além das próprias personagens principais, algumas não tão principais, e dando bastante destaque para elas e seus próprios problemas, evoluindo-nas e fazendo com que elas os resolvam e superem essas questões,o que é um elemento muito bom e característico de séries que são consideradas episódicas. My little pony é, essencialmente, uma história muito bem voltada para suas personagens e nos interessamos muito por elas por causa disso.

E eu poderia ir mais a fundo, falando das personagens não tão centrais que trazem elementos interessantes para a trama, mas o meu intuito verdadeiro aqui é trazer uma outra obra que também passa na Discovery Kids e que, tenho certeza, vocês consideram muito mais bobo e infantil do que My Little Pony. Estou falando, é claro, daquela que estampa o título do texto, da porca que adora uma música madura. Estou falando da Peppa Pig, o desenho da porca de vestido vermelho parecido com o da Mônica. Se há mesmo intenção autoral dos criadores para isso, eu não posso afirmar, principalmente considerando que o desenho é britânico, mas eu duvido bastante.

Peppa Pig é um estilo de série quase estritamente episódico. E infantil. As histórias acontecem principalmente, e muitas vezes sem aparentemente interação nenhuma com episódios anteriores, contando sobre a vida de Peppa e de sua família: A Mamãe Pig, o Papai Pig, seu irmãozinho George (que ainda não sabe falar direito e pronuncia poucas palavras, sendo Dinossauro sua principal e favorita), e eventualmente com a participação de alguns outros membros da família Pig, como o Vovô e a Vovó Pig.

Ah, antes de começar a falar mais, eu gostaria de criticar um pouco a Discovery Kids por estragar um pouco a belissima ideia de nomes dos personagens. Geralmente todos são conhecidos pela sua espécie, além do nome, como o Cachorro, a Ovelha, etc, que fazem parte de seus nomes inteiros, mas as crianças têm nomes específicos além do sobrenome referente à sua espécie. No entanto, Peppa tem o sobrenome Pig, o único nome que se manteve em inglês e que também manteve o padrão que os criadores tiveram de darem nomes com a mesma letra da respectiva espécie para o personagem. Suzy Ovelha seria Suzy Sheep, Rebecca Coelha seria Rebecca Rabbit e assim por diante. Por algum motivo, no entanto, os próprios criadores deram nomes com letras diferentes para alguns personagens específicos, como o próprio George Pig. Não é nada demais, é apenas um detalhe interessante de notarmos.

Pois bem, Peppa é uma “garota” de 4 anos e que vai à escola junto de seus outros amigos. Peppa parece espertinha demais para uma “pessoa” de 4 anos, mas ainda assim faz suas brincadeiras e brinca como qualquer outra criança de 4 anos, muitas vezes junto de seus amigos. A história conta o dia-a-dia de Peppa e suas aventuras, contendo, geralmente, a presença de seus pais e de seu irmão. Por tal motivo, nós temos coisas bobas como musiquinhas cantadas por Peppa, sua chateação quando as coisas não acontecem como ela quer e esses probleminhas e aventuras típicos de uma criança dessa idade.

chás

No entanto, é nos detalhes que Peppa Pig, o desenho, se destaca.

Apesar de absurdo e de vermos um helicóptero levantando um carro e dando piruetas com ele pelo ar, Peppa Pig tem diversos elementos que trazem a graça e conseguem ajudar na diversão. Podemos começar citando das músicas, que são simples e bem infantis, mas que são bem chiclete e gravam na mente dos pais. Como já citado, elas gostam muito do Hi 5, e gostam principalmente porque eles são, essencialmente, um grupo musical. Chega ao ponto de minha irmã cantar e elas complementarem a música (apesar de ainda não saberem falar) com coisa do tipo “ooo” e “aaa”. No caso de Peppa, é quase o mesmo, elas gostam das músicas, então os pais cantando e vendo-as interagirem acaba por ser uma questão divertida e engraçada para eles. Outro fator que temos é a comédia. Peppa Pig tenta apostar bastante em questões absurdas e conceitos simples para trazer a comédia. Por exemplo:

Temos o Papai Pig, que apesar de aparentar ser muito inteligente acaba por fazer algumas burradas, como não saber ler mapas, resultando em ações por parte de sua filha chamando-o de “papai bobinho”. Ele é um personagem até confuso para a história e não tão óbvio, porque ele é geralmente baseado nisso de  “eu tenho certeza que é isso/assim” e tem vezes que dá certo e outras não. Por sinal, apesar de também notarmos uma certa teimosia por parte de Mamãe Pig, com algumas burradas vez ou outra também, é interessante notarmos os lados mais igualitários que a série tem a nos mostrar. Como o fato de que, geralmente, quem dirige o carro quando a família sai para passear é a própria Mamãe Pig, e o Papai Pig fica cuidando do mapa, resultando em eles se perderem por ele não ser muito bom com mapas e geralmente estar errado. 

Um outro detalhe interessante, que traz tanto o conceito da comédia quanto esse lado igualitário, é a Dona Coelha (não confundir com a Senhora Coelha, que é a mãe da Rebecca Coelho). A Dona Coelha tem uma espécie de running gag, uma piada recorrente, que os criadores colocaram na história, que faz com que ela seja, praticamente, o pai do Chris, o Julius, da famosa série de tv: Everybody Hates Chris. Essa running gag é o fato de que a Dona Coelha têm muitos empregos. Infinitos empregos, praticamente. Enquanto em um episódio nós a vemos sendo o caixa do supermercado, no outro nós a vemos dirigindo o ônibus escolar, e em outro ela é uma bombeira, entre muitos outros. Em um determinado episódio, inclusive, quando Dona Coelha se machuca, nós temos ela pedindo para outras pessoas cumprirem o trabalho dela. O que seriam TRÊS trabalhos ao mesmo tempo! Isso poderia ser meramente uma piada de como coelhos se reproduzem muito e temos vários coelhos fazendo vários trabalhos, afinal, eles são muitos, mas não é o caso aqui, pois se trata única e exclusivamente da mesma pessoa. Em um episódio nós temos o pai de Freddy Raposo, o Senhor Raposo, mostrando as coisas que ele vende na loja. Não importava o que as crianças perguntavam, ele sempre tinha ou em conjuntos de cinco, ou em conjuntos de três. Considerando que ele é um Raposo, nós podemos facilmente associá-lo a um trambiqueiro, pois essa é a imagem típica de uma raposa (malandra e infiel) e não estaríamos exagerando nesse caso, mas não podemos ter certeza, a série não nos permite pensar muito nisso, e apenas deduzimos, o que é parte da graça. E isso mostra um pouco de como os próprios criadores parecem se divertir criando essas ideias absurdas.

As situações não param por aí, é claro, nós temos outros casos que podem parecer, a uma primeira vista, ridículos, mas que analisando podem ser fatores de graça. E eles definitivamente o são, cada qual voltado para uma faixa etária diferente. Enquanto eu irei achar minimamente engraçado o que penso do Senhor Raposo, pelo histórico que existe com esse tipo de animal, ou a Dona Coelha trabalhando em diversos lugares, as crianças podem se divertir não só com isso, só que não com a minha profundidade, mas também com o fator de quase todo episódio terminar em poça de lama. Todos adoram poça de lama, e isso é algo que fica bem estabelecido, e enquanto para nós pode parecer ridículo pessoas pulando em poças de lama – apesar dos protagonistas serem porcos (lembrando que todos os personagens, junto dos porcos, gostam de poças de lama) -, as crianças claramente podem se divertir com isso. E também com as músicas bobinhas que são facilmente memoráveis.

Pulando na lama

Peppa Pig é apenas uma demonstração desse caso, e nota-se que parece ser feita, principalmente, para crianças mais novas, apesar delas continuarem gostando conforme um pouco de idade passa. Estive a me deparar, dia desses, com uma citação pelo facebook que eu achei incrível. Uma amiga minha falava de como o filho fazia perguntas impressionantes para ela, mesmo tendo 7 anos, e a deixava sem saber o que responder. Eis então que alguém comentou (sinto muito, moça X, eu não lembro do seu nome e apenas copiei o que você disse. Mas juro que não tenho más intenções):

“A minha tem 2 anos e meio e me perguntou ‘mãe cade o sol?’
Era de noite e tava uma lua linda e eu bem fofa pq é uma criança né ‘aii filha é que o sol foi dormir e ai a lua vem e tals’
E ela gargalhando ‘AII MAE E A TERRA Q GIRA’
obrigada show da luna por eu ser ridicularizada mais cedo”

Show da Luna

Isso mostra o que eu estive dizendo, da ligação dos pais com os filhos que pode acontecer com os desenhos. E também mostra a esperteza dessas crianças. Um desenho aparentemente bobinho, que nem Show da Luna, ensinou para uma criança um detalhe desses e ela totalmente ~trollou~ sua mãe. Uma criança de dois anos.

Portanto, como intenção final, eu gostaria de dizer que isso se expande para qualquer desenho. Eu estou forçadamente usando o exemplo de desenhos do Discovery Kids aqui, mas creio que minha real intenção foi passada. Não tenha preconceitos com as aparências do desenho, e sei que muitos têm com muitas mídias do tipo. Não ache que My Little Pony: Friendship is Magic não será nada proveitoso apenas porque são pôneis coloridos, ao mesmo tempo que não vá achando que Peppa Pig, Show da Luna, entre outros, não são nada proveitáveis apenas pela demografia principal ser de crianças pequenas.  Mas é claro que há até mesmo desenhos que eu não consigo defender, dentro da própria Discovery Kids ou não. Há sim muitos desenhos que é difícil aproveitar alguma coisa, e as gerações anteriores de My Little Pony estão aí para provar. Eles são bem bobos e claramente não trazem essa rebuscada, o intuito deles é ser o mais simples possível e o mais infantil possível. Mas aí caberia aos criadores notarem que eles, em si, não estão fazendo algo que seja realmente divertido e eles próprios estão com preconceitos com as crianças, julgando-as incapazes de absorver algo mais interessante. E também cabe a você, se livrar de preconceitos primários para assistir os desenhos da forma que são e descobrir, por sua conta, se determinada obra vale a pena, ou não, ser vista por você.

PS.: Apenas como curiosidade, existe um episódio de Peppa em que ela encontra uma aranha, tendo, inicialmente, medo dela, mas passando a considerá-la inofensiva e brincar com ela. E a mensagem do episódio é que aranhas são pequenas demais e não podem te machucar (o que é uma verdade em muitos casos). No entanto, esse episódio foi proibido de passar na Austrália, devido a essa mesma mensagem (fonte: Gizmodo). Pois é, um desenho de crianças acabou sendo proibido de passar devido à sua mensagem, por mais simples que ela pareça. Desenhos são um negócio sério, estou dizendo! Ou é a Austrália que realmente é tão terrível assim, com seus monstros à espreita.

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