Hatoful Boyfriend: Holiday Star – REVIEW

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-Primeiramente: espero que tenham passado boas festas de fim de ano.
-Segundamente: esse review atrasou um pouco pra sair na época de natal, que era o planejamento original, mas infelizmente não deu tempo, então tá saindo agora no começo de janeiro mesmo.
-Terceiramente: podemos ler o fato anterior e sermos otimistas dizendo que estou adiantado pro natal de 2016 (RÁ! Por essa você não esperava, né?).
-Quartamente(??): Essas linhas anteriores foram só pretexto pra eu fazer graça no meio do texto. Peço perdão pelo vacilo. Ok, chega de picuinha e vamos ao que interessa.

okosan

Antes de falar de Holiday Star, inevitavelmente, preciso falar do jogo anterior, então vamos lá: Lançado em 2014 no Steam (mas antes disso o jogo já estava por aí fazia um tempinho), Hatoful Boyfriend foi um jogo, no mínimo, inusitado e interessante. Caso não saiba do que se trata, é uma espécie de Dating Sim/Visual Novel de historinha escolar tipo aquelas coisas de anime de escolinha meio Malhação, só que o grande gimmick da coisa toda é, ao invés de termos rapazes bonitões para a protagonista xavecar, temos…. pombos. Literalmente, pombos. O jogo é, a princípio, igual a qualquer típico dating sim escolar, só que a diferença é, essencialmente, essa: sua personagem é a única humana numa escola frequentada por pombos e demais pássaros. Mas há outros poréns na coisa toda…

Ele inteiro parece uma enorme piada daquelas que você olharia e “aheauihaoahaeae olha só que bobo isso” e riria por uns momentos ou no máximo uma hora e deixaria de lado depois, mas apenas aqueles que o jogaram sabem que ele é bem mais que essa piada visual, felizmente. Se o jogador procurar e quiser cavar o suficiente pra explorar todas as rotas iniciais, ele libera o que é a verdadeira história, e é aqui que Hatoful Boyfriend mostra o que ele é de verdade. A piada de “uma escola de pombos” ganha justificativa, e o jogo inteiro cria toda uma trama extremamente megalomaníaca e densa usando essa construção de mundo absurda que nos pega de jeito naquilo que videogames fazem com muita frequência e amamos tanto: suspensão de descrença.

Basicamente, consigo resumir a experiência de jogar Hatoful Boyfriend com a seguinte imagem (pode conter spoilers minimalistas):

Hatoful copy

Não que isso signifique que eu acho que Hatoful Boyfriend seja algo como uma obra-prima. Ainda há um número de coisas ali que não gosto tanto (particularmente, não gosto do ritmo de algumas partes e acho a conclusão da história meio sem sal para tudo que havia sido construído pela trama até ali. Fora que o jogo demorou bastante pra pegar a minha atenção, ainda na sua camada “Dating Sim dos pombos”, que meio que pincela de leve a verdadeira faceta da história em algumas rotas específicas), mas a experiência foi tão inusitada que esse fato isoladamente já fez valer a pena e ter achado tudo isso, no mínimo, “diferente”. É sério, vão dar uma olhada quando puderem.

Mas então, e o jogo do review, Holiday Star?

Holiday Star é basicamente, um especial de Natal com todos aqueles personagens. Um grande festival de fanservice que nos faz deduzir que provavelmente não é canônico em relação aos eventos o jogo original. Um grande “e se…?”, de certa forma. Mas semelhante ao HB original, a coisa toda de “especial de Natal”, acaba sendo simplesmente um pano de fundo pra catalisar todo o resto, que envolve uma história própria, dividida em 4 capítulos de, em média, um pouco mais de uma hora de duração cada um (fora uma quantidade considerável de extras… como se o jogo por si só já não parecesse um grande extra ao original).

RAMBO

Mas então, vem a pergunta que você deve estar se fazendo depois de ler esse último parágrafo: “É ruim?”

Não acho que é ruim, até porque ele tem meio que um gosto bem semelhante ao original em vários aspectos, e o original é bom, mas a grande questão aqui é que maior parte do jogo é um grande fanservice que não tem apelo com ninguém além daqueles que jogaram o original (e gostaram), o que é algo já esperado. Porém, a história que nasce desse fanservice é sólida o bastante para ter seus próprios méritos, mas ao contrário de HB, que em sua verdadeira rota se leva MUITO a sério apesar de abraçar com gosto a sua construção de mundo absurda e criar todo um plot dramático e megalomaníaco a partir disso, Holiday Star parece saber bem da sua condição de “bônus fanservice” e abraça isso também, o que o faz funcionar muito bem para o que se propõe a fazer. E a partir disso, da maneira que HB justifica sua própria piada com o jogo, HS justifica o seu fator “especial de natal” com o jogo.

Felizmente, não é “a mesma piada sendo contada de novo” e apesar do gosto ser bem parecido, não é exatamente igual, e no meio dessa festa de fanservice, existem coisas genuinamente engraçadinhas que no mínimo, nos arrancam um sorrisinho, enquanto temos um bonito conto de natal cheio de reviravoltas sendo contadas ao longo de seus 4 capítulos (sendo que boa parte do grosso dessa história está nos dois últimos) e é meio difícil falar disso sem spoilers.

Precoore

Se gostou de Hatoful Boyfriend, a maior parte do que você gostou ali, também está aqui, e isso também vale pro caso de não ter gostado. Por mais que o jogo original já tenha me deixado de barriga cheia, Holiday Star é um agradinho interessante, apesar de não ter me fisgado tanto como seu predecessor (meio na linha “é legal, mas saiba bem no que está se metendo”). Recomendado para os fãs, mas somente aos fãs mesmo. É quase um DLC sem ser vendido como DLC.

Hatoful Boyfriend: Holiday Star está disponível para PC, Playstation 4 e Playstation Vita.
Análise feita com base em cópia da versão de PC nos cedida pela Devolver Digital

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