MISSÃO FICÇÃO AWARDS -Top 5: Livros lidos em 2015 (por Symon)

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Sejam bem-vindos ao MISSÃO FICÇÃO AWARDS, onde iremos marcar quais foram os melhores produtos de cada mídia que consumimos no ano. Neste post, começaremos falando dos melhores livros lidos por mim. Não quer dizer que necessariamente foram lançados em 2015, mas os li neste ano e gostaria de recomendá-los aqui

Mesmo enrolando boa parte do ano, 2015 ainda foi um bom ano para leituras. Não consigo contar quantos livros ruins li, o que é bom se for comparar com o ano anterior. Mas esse texto não vai ser sobre a quantidade de livros que li ou quais foram os piores, será sobre os 5 melhores que tive o prazer de ler e que valem muito a pena serem recomendados aos que se interessam pelo hábito da leitura.

5 – Mistborn

mistborn

Sinopse: Certa vez, um herói apareceu para salvar o mundo. Um jovem com uma herança misteriosa, que desafiou corajosamente a escuridão que sufocava a Terra, e ele falhou… Desde então, há mil anos, o mundo é um deserto de cinzas e brumas, governado por um imperador imortal conhecido como Senhor Soberano. Todas as revoltas contra ele falharam miseravelmente.
Nessa sociedade onde as pessoas são divididas em nobres e skaa – classe social inferior -, Kelsier, um ladrão bastardo, se torna a única pessoa a sobreviver e escapar da prisão brutal do Senhor Soberano, onde ele descobriu ter os poderes alomânticos de um Nascido da Bruma, uma magia misteriosa e proibida. Agora, Kelsier planeja o seu ataque mais ousado: invadir o centro do palácio para descobrir o segredo do poder do Senhor Soberano e destruí-lo. Para ter sucesso, Kel vai depender também da determinação de uma heroína improvável, uma menina de rua que precisa aprender a confiar em novos amigos e dominar seus poderes.

Mistborn! Quando eu já não aguentava mais fantasias estilo Crônicas de Gelo e Fogo e nada do gênero me chamava atenção desde a saga Trono do Sol (ótimos livros, pena que a Editora LeYa resolveu não publicar o último da saga), eis que surge este grande livro através da recomendação de um amigo (valeu, Val!). Um livro de fantasia bem diferente dos que já li e com uma riqueza elementos originais que só ajudam a melhorar a experiência da história.
O uso da magia no universo da série é um tanto estranho no começo da leitura, as explicações vão surgindo durante a história e você sente que está lendo um manual de instruções de um RPG. Isso não é ruim. É essencial, mas alguns podem achar “pesado” de alguma forma. Esse novo tipo de magia deixa uma curiosidade ao leitor, que vai descobrindo elementos novos assim como um dos protagonistas do livro vai aprendendo a usá-los.
Chega de magos de fogo ou dragões ou elfos. Mistborn constroi a própria estória em meio a um mundo próprio sem exagerar nos clichês de fantasia. Assim como eu já estive, se você procura algo diferente dos livros de fantasias que vêm saindo, a saga Mistborn é uma ótima ideia para o que você vem buscando.
Só tive a oportunidade de ler o primeiro, mas espero não demorar para conseguir o segundo.

4 – Gone

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Sinopse: Em um piscar de olhos, todos com mais de 14 anos desaparecem. Restam adolescentes. Pré-adolescentes. Crianças. Nenhum adulto. Nenhum professor, policial, médico ou responsável. Linhas de telefone, redes de televisão e a internet param de funcionar. Não há como pedir ajuda. A fome é intimidante e a violência começa. Os animais parecem estar se transformando, e uma criatura sinistra está à espreita. Os próprios adolescentes estão ficando diferentes, desenvolvendo novos talentos: poderes inimagináveis, perigosos e mortais, que crescem dia após dia. É um mundo novo e assustador. É preciso escolher um lado — e a guerra é inevitável.

Comecei ler a saga Gone ano passado (mais uma ótima recomendação que recebi, graças a Mayara), mas foi neste ano que li o Fome e Mentiras, títulos do segundo e terceiro livro da saga, respectivamente. Como os livros foram ótimos, resolvi pegar a oportunidade para escrever sobre a saga e recomendá-la para quem ainda nunca ouviu falar sobre ela.
Eu penso da seguinte maneira sobre Gone: é como se a premissa de O Senhor das Moscas teve um filho com a série Heroes e quem cuidou do garoto foi a série Lost. O filho é a saga Gone.
Se você acha ruim alguma das obras que eu citei, não se preocupe, foi só pra ter uma ideia da série de livros. Gone é caracterizada como uma série de livros YA (young adult). São livros para adolescentes, mas não deixam de ter uma temática mais adulta, o que dá um toque a mais nos livros.
São garotos nas faixas de 14 anos, com super poderes, vivendo sozinhos em uma cidade litorânea, presos numa espécie de bolha que os impede de saírem e sem nenhum adulto por perto. É um prato cheio para vários conflitos interessantes que vão aparecendo enquanto uma história maior vai se desenvolvendo ao fundo. Às vezes a coisa fica tão séria que você nem percebe que os personagens nem são maiores de idade.
Ah, e o Stephen King também adora a saga. Não duvide do gosto literário do velho.

3 – Perdido em Marte

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Sinopse: Há seis dias, o astronauta Mark Watney se tornou a décima sétima pessoa a pisar em Marte. E, provavelmente, será a primeira a morrer no planeta vermelho. Depois de uma forte tempestade de areia, a missão Ares 3 é abortada e a tripulação vai embora, certa de que Mark morreu em um terrível acidente. Ao despertar, ele se vê completamente sozinho, ferido e sem ter como avisar às pessoas na Terra que está vivo. E, mesmo que conseguisse se comunicar, seus mantimentos terminariam anos antes da chegada de um possível resgate. Ainda assim, Mark não está disposto a desistir. Munido de nada além de curiosidade e de suas habilidades de engenheiro e botânico e um senso de humor inabalável , ele embarca numa luta obstinada pela sobrevivência. Para isso, será o primeiro homem a plantar batatas em Marte e, usando uma genial mistura de cálculos e fita adesiva, vai elaborar um plano para entrar em contato com a Nasa e, quem sabe, sair vivo de lá.

Muita gente já conhece por causa da ótima adaptação cinematógrafica que saiu a alguns meses atrás, mas foi um caso curioso que me levou a conhecer sobre o livro antes mesmo da estréia.
No primeiro dia do ano resolvi visitar uma livraria nova que havia sido inaugurada recentemente. Fui dar uma olhada sem ter nenhum livro em mente para procurar, mas pouco antes de chegar lembrei que deveria começar a ler os livros da saga Maze Runner. Era o que eu ia comprar.
Mas não tinha o primeiro, só o segundo livro. Complicado, mas não ia sair dali sem levar nada. Foi então que a cor laranja da capa de Perdido em Marte me chamou a atenção. A sinopse também parecia interessantíssima. Pois é, não tinha jeito, levaria aquele livro mesmo.
Até hoje não me arrependo, porque Perdido em Marte é uma baita de um livro. A história sendo contada em formato de um diário em grande parte do livro me deixou cada vez mais curioso com o que poderia acontecer na página seguinte. O fato de ser cientificamente detalhado também ganhou pontos comigo, o que me deixou mais interessado sobre exploração espacial.
Se você viu o filme e gostou, leia o livro, pois ainda é melhor. Se ainda não viu o filme, faça o mesmo que escrevi na frase anterior.
PS: só fui ver depois que paguei bem mais caro naquela livraria, mas ok.

2 – Dança da Morte

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Sinopse: Uma poderosa arma biológica, conhecida formalmente como Projeto Azul ou “Capitão Viajante”, acaba presumivelmente com grande parte da população do planeta. Apenas uma pequena parcela da população é resistente ao vírus, que é extremamente mortal. A primeira parte do romance abrange 19 dias e discorre sobre a quebra e destruição da sociedade em cenas bastante gráficas. 
O romance prossegue, entrelaçando odisseias da travessia do país de um pequeno número de sobreviventes. Eles se afogam juntos por seus sonhos compartilhados de uma mulher psíquica idosa que eles viam como um refúgio. Esta mulher, Abigail Freemantle (conhecida como ‘Mãe Abigail’), se torna a líder espiritual dessa turma de refugiados, que tentam restabelecer uma sociedade democrática na cidade Boulder, do Colorado. Enquanto isso, outro grupo de sobreviventes são impelidos a Las Vegas, Nevada, por outra entidade, um ser mau e sobrenatural conhecido como Randall Flagg, o “homem negro”. O comando de Flagg é tirânico e brutal, ainda que efetivo.

Um colosso. O que A Dança da Morte é. São apenas 1248 páginas de muita jornada pós-apocalíptica escrita por um gigante da literatura internacional. O nome do cara? Stephen King.
Acho que demorei quase 1 mês pra ler esse livro, mas durante todo o tempo foi aquela atenção redobrada em cada página, porque ele superou as minhas expectativas e se manteve bom durante todas as mais de mil páginas. King é conhecido pelas suas descrições “inúteis” que muita gente não consegue gostar, mas em nenhum momento eu achei algo que me forçasse a ficar desinteressado com a leitura. O livro é dividido em três partes e cada uma delas trata a história principal de uma forma diferente, mudando o contexto dela para que não fique bastante monótona.
São muitos acontecimentos durante as mais de 1200 páginas, os personagens acabam marcando o leitor com as suas personalidades e seus passados revelados durante o livro. Isso foi um ótimo ponto dele que eu sempre vou adorar. Outra coisa que achei interessante foi um capítulo inteiro com as consequências do vírus afetando o mundo inteiro (calma que não vai ter spoilers).
King não tem pena dos personagens e retrata os acontecimentos de uma forma cruel e realista. Não é nada estilo “George R.R. Martin”, mas espere muitos plot-twists bons durante toda a narrativa.

1 – Garota no Trem

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Sinopse: Todas as manhãs Rachel pega o trem das 8h04 de Ashbury para Londres. O arrastar trepidante pelos trilhos faz parte de sua rotina. O percurso, que ela conhece de cor, é um hipnotizante passeio de galpões, caixas d’água, pontes e aconchegantes casas.
Em determinado trecho, o trem para no sinal vermelho. E é de lá que Rachel observa diariamente a casa de número 15. Obcecada com seus belos habitantes – a quem chama de Jess e Janson –, Rachel é capaz de descrever o que imagina ser a vida perfeita do jovem casal. Até testemunhar uma cena chocante, segundos antes de o trem dar um solavanco e seguir viagem. Poucos dias depois, ela descobre que Jess – na verdade Megan – está desaparecida.
Sem conseguir se manter alheia à situação, ela vai à polícia e conta o que viu. E acaba não só participando diretamente do desenrolar dos acontecimentos, mas também da vida de todos os envolvidos.

Nós últimos meses deste ano eu já havia esquecido completamente dos livros. Nenhum me interessava e a faculdade já estava apertando no final. Foi então que me recomendaram um livro interessante (valeu de novo, Val). E que livro, hein!
Resolvi comentar sobre A Garota no Trem por último por um motivo bem óbvio: foi o melhor livro que li neste ano. A sinopse me prendeu de imediato e a princípio achei que seria um livro “ok”. Livros de detetive nunca me interessaram, tanto que achei O Chamado do Cuco uma decepção, mesmo adorando a J.K. Rowling. Eu achei que Garota no Trem seguiria essa linha de investigação criminal, mas eu estava errado. Muito errado.
É um livro de suspense incrível em que cada pedaço dele vai formando um quebra-cabeça ao redor das três formas narrativas que a autora apresenta durante o desenrolar da história. Aquela falta de vontade para ler foi logo derrubada por um ótimo suspense presente no livro, tanto que não resisti e li em 3 dias, mesmo com outras obrigações que fui obrigado a deixar em segundo plano. Cada revelação monta toda a história por trás dos personagens, o que não te deixa parar de ler o livro. Uma grande surpresa literária.

Recomendações extras:

Duma Key: um livro sobre reencontrar o amor pela vida através da arte. Só que sendo um livro do King, espere algo sobrenatural e muito character development.

A Casa Negra: talvez o livro mais sombrio e sangrento de Stephen King. É muito (muito mesmo) descritivo e cheio de personagens. A ambientação tem bastante semelhanças com a primeira temporada de True Detective, e isso é algo bom.

E se?: Livro do criador do XKCD. Apresenta algumas perguntas absurdas que são respondidas de forma totalmente científicas e bem humorísticas. Tem um conteúdo bastante curioso, vale a pena dar uma conferida.

Duna: um clássico da ficção científica. Lembra um pouco de Star Wars. Possui um conteúdo tão rico e original que não aparenta ter sido escrito há 40 anos atrás.

A Firma: um dos livros mais famosos de John Grisham. Um livro de suspense no mundo da advocacia. É bem interessante, dê uma olhada na sinopse e descubra se chama a sua atenção.

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