Kongregate: 5 recomendações de jogos inusitados

E é claro que vão ser umas coisas bem hipster.

Hoje em dia já tem um tempo que eu não entro, mas durante uma época da minha vida, um dos sites mais visitados por mim foi o Kongregate. Um lugar onde developers podem publicar jogos para mostrar a um grande público. É uma excelente oportunidade de divulgação e uma ótima forma para entusiastas da mídia descobrirem vários jogos interessantes. Então, o objetivo desse post é despretensioso, simplesmente chamar a atenção para alguns dos meus favoritos, que merecem ser jogados. Todos são curtinhos e fazem algo de diferente ou pouco convencional com a mídia. Bem, aqui vamos nós!

PS: A lista não é um ranking de qualidade, considere todos igualmente recomendáveis.

PS²: Imagino que todos estejam disponíveis em algum outro site, mas eu descobri todos eles por meio do Kongregate e gosto dele como uma plataforma, então os links vão pra lá mesmo.

1 – Pretentious Game (1, 2, 3, 4)

Uma série de quatro jogos que eu gosto de comparar a Thomas was Alone. É um puzzle-platformer bem simples em questão de dificuldade, que usa quadriláteros como personagens e utiliza suas mecânicas como forma de transmitir a mensagem. O criador já tem uma experiência de brincar com level design de forma metalinguística em outro jogo, e isso também é visto aqui, mas se eu entrar em detalhes eu vou acabar dando spoiler das fases.

A história é bem interessante, e o primeiro e o segundo jogo são uma preparação para o terceiro, que termina tudo com uma grande conclusão. Em uma comparação final com Thomas Was Alone, esse jogo causa uma simpatia com meros quadriláteros. E faz isso, em grande parte, por causa da relação do level design com sua narrativa. É um jogo bem inteligente e bem pensado.

PS: O quatro é mais chatinho, mas são todos muito curtinhos, talvez 2 horas pros quatro ao todo ou até menos, recomendo também.

PS²: Se você quiser dar dinheiro pro criador, ele está disponível no Google Play e na Steam também.

2 – Air Pressure

Não exatamente uma maravilha gráfica, mas é bonitinho

Air Pressure é um jogo no estilo Visual Novel sobre… uuuhm… eu contar o tema acabaria sendo um spoiler. De qualquer forma, é sobre uma relação que o protagonista possui que está indo mal. O jogo possui uma história bem pensada e com um conteúdo que motiva reflexões, um gráfico simples, mas bonito, com uma bela paleta de cores e utiliza bem suas opções de diálogo e escolhas diferentes (são três finais, e cada um acaba contribuindo para uma compreensão final do que você jogou). Além disso, é bem escrito (o que é necessário em um jogo do tipo, em que sua principal ação é… ler). E rejogar  conhecendo todos os finais pode ser uma experiência bem recompensadora.

PS: Se forem jogar, a seção de comentários tem meio que um spoiler de interpretações possíveis. Tomem cuidado.

3 – Fixation/The Company of Myself

esse aqui é o Company of Myself

Estou juntando os dois porque ambos são puzzles do mesmo criador e um é prequel do outro, e os elogios que eu vou fazer são iguais, mas mecanicamente e narrativamente eles são bem diferentes, embora igualmente bons.

Esses são os dois jogos que mais me impressionaram em questão de escala. São os que eu considero extremamente completos, em questão de narrativa e level design. Podem não ser impressionantes graficamente, mas esteticamente são muito bem pensados. Os puzzles são interessantes, com mecânicas bem feitas e, mais importante de tudo (há um tema aqui nessas escolhas), uma narrativa que eu diria ser bem completa e profunda. São jogos repletos de detalhes e interpretações que podem ser retiradas, então se você gosta desse tipo de coisa, vai ter muito a encontrar aqui. Se você acha coisa de hipster e pretensioso… bem, fazer o quê. Não vou exatamente discordar.

4 – You Find Yourself In a Room

ei, eu estou ofendido

Um text-adventure (já começa por aí, onde você encontraria text-adventures pra jogar hoje em dia, mesmo com um ou outro no Steam?) onde o jogo tira uma com a sua cara. Um dos jogos que genuinamente mais me fez rir enquanto eu prosseguia, e, bem, é rapidinho. E eu acho que devia ter um jogo com um tom um pouco mais leve depois desses três primeiros.

PS: É do mesmo criador dos jogos da posição 3, por incrível que pareça.

5 – no-one has to die

Já pus até o tutorial pra vocês

Você está em um prédio e preso em uma sala onde você tem acesso ao sistema de segurança de uma corporação, e quando um incêndio é iniciado, você acaba tendo que decidir quem manter vivo ou quem morrer. Mas… ninguém deveria ter que morrer… certo?

A mecânica principal é bem interessante, com os níveis feitos de forma competente. A narrativa é desenvolvida por mensagens passadas pela rede de comunicações da corporação, e isso funciona muito bem, criando uma forma de transmitir o diálogo de forma coerente com o jogo e sem quebrar o ritmo. O jogo também é muito bom em fazer suas decisões importarem e ao mesmo tempo prosseguir com sua narrativa. Narrativa essa que é um mistério muito satisfatório de se resolver, algo pouco comum em ficção, menos ainda em videogames, menos ainda em videogames simples do kongregate. E por isso é tão recomendado por mim.

Às vezes as principais plataformas de videogames acabam ficando meio repetitivas. Não é raro ver reclamações de que jogos AAA têm sido sempre a mesma coisa. E até mesmo no lado indie, na Steam, na PSN, ou na Live, existem algumas críticas a repetições. Nessas horas, expandir seus horizontes, e ir atrás de jogos como esses, que graças às suas limitações tem que ir por caminhos mais criativos, pode ser uma excelente experiência.

Anúncios

Um comentário sobre “Kongregate: 5 recomendações de jogos inusitados

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s