Videogames e o famigerado mito do “envelhecer mal”

Scars-of-time

Só refletindo um pouquinho aqui sobre jogos e o tempo, só…

Estamos passando por um momento um tanto quanto engraçado, não só na indústria dos videogames mas como na indústria do entretenimento como um todo.

Nostalgia sempre foi uma parada constante em nossas vidas. Para o bem ou para o mal, por mais que a gente tente fugir, ela está lá, e a indústria então percebeu isso e começamos a ver reboots, remakes, sequências de coisas antigas, revivais, sucessores espirituais e o cacete a quatro de tudo quanto é possível. Só em 2015, pra efeito de comparação, já está tendo MUITA coisa assim e provavelmente não irá parar tão cedo. Mas isso é um problema? Não, de maneira alguma, até porque não é bem disso que eu vim falar hoje.

Coitado do Crash, mano...

Coitado do Crash, mano…

Falando mais especificamente dos videogames, quando lembramos de coisas que gostávamos no passado, muitas das vezes acabamos nos deparando com algo que, na época adorávamos, mas hoje não desce mais tão bem assim e não é nada incomum surgir a seguinte frase (e suas variantes), dependendo do jogo em questão:

“Nossa, esse jogo envelheceu meio mal, né?”

Eu mesmo já passei por essa situação inúmeras vezes e, de uns tempos pra cá, com toda essa onda de revivais alimentados por nostalgia, venho pensando nesse assunto. Afinal, o que diabos a gente quer dizer quando diz que um jogo, supostamente, envelheceu mal?

Normalmente, a gente diz isso depois de notar que a jogabilidade “não responde” mais tão bem quanto antes, ou quando a gente repara em alguns detalhes visuais que hoje parecem feios mas que na época foi o que deu pra fazer e coisas do gênero. Mas será que os jogos “mal envelhecidos” não foram sempre do jeito que são, e que, na verdade, o que mudou foi a nossa percepção? Ou possivelmente a mídia evoluiu de um jeito que novas possibilidades surgem a cada dia e fazem algumas técnicas de design antigas parecerem obsoletas ou “antiquadas” para comparar com o que temos hoje (quero ver quem aí que está acostumado com FPS atuais consegue jogar Goldeneye no N64 sem estranhar os controles, por exemplo). Assim como todas as outras mídias, os jogos e a produção dos mesmos também evoluíram, apesar de eles serem uma mídia bem mais jovem do que o cinema ou a literatura, que já passam da casa das centenas de anos de existência. Os videogames existem há nem 50 anos direito e já evoluíram bastante até aqui, e a tendência é possivelmente evoluir mais.

Jesus amado, como essas expressões do Sonic no primeiro Sonic Adventure eram HORRÍVEIS DE DOER

Jesus amado, como essas expressões do Sonic no primeiro Sonic Adventure eram HORRÍVEIS DE DOER

Vou ser sincero, não discordo totalmente da existência da expressão “envelhecer mal”, sou daqueles que acham que dizer que um produto está “datado” soa mais apropriado. Tem jogos antigos que, de fato, com as referências que temos hoje, se tornam bem estranhos de jogar, mas nada que um pequeno ajuste de mindset não resolva pra apreciar a experiência, costumo fazer isso com jogos antigos que nunca tinha jogado antes (apesar de alguns nem trazerem a sensação de estarem “datados”). Mas e com jogos que gostávamos quando éramos crianças, pequenos indivíduos não muito exigentes que só queriam um pouco de diversão por um tempinho, e que temos reações adversas quando vamos revisitar anos depois? Sei que chamam isso de “regra dos 15” anos, né, e bom… acontece também.

Sem querer soar pedante, mas gostaria de trazer nesse texto dois exemplos pessoais que tenho com esse caso e, para isso, terei de contar uma breve historinha de como era a minha interação com estes jogos citados e como foi a minha experiência de revisitá-los alguns anos depois, os jogando tudo de novo. Obviamente tenho bem mais exemplos no meu baú além destes dois, mas estes são alguns dos mais memoráveis pra mim por conta da maldita da nostalgia que mencionei no começo do texto.

Olha só que gracinha, parece até que esse MENTECAPTO está sorrindo. Mas está RINDO DAS NOSSAS CARAS AO JOGAR O JOGO DELE

Olha só que gracinha, parece até que esse MENTECAPTO está sorrindo. Mas está RINDO DAS NOSSAS CARAS AO JOGAR O JOGO DELE

Então temos esse jogo aí da imagem, Ecco the Dolphin, lançado pela Sega para o Mega Drive em 1992 (mano, eu não tinha nem nascido ainda, olha só). Ecco foi um caso bem engraçado pra mim nisso. Ele foi uma grande novidade pra mim, um garoto de 5 anos que até então só conhecia jogos em 8-bits do NES e do Master System e que tinha um estranho fascínio por animais marinhos (não me peçam pra explicar os motivos porque eu realmente não sei explicar, juro). Não me recordo se ele foi exatamente o primeiro jogo de Mega Drive (ou de qualquer outro videogame 16-bit) que joguei na vida, mas tenho certeza de que foi um dos primeiros. E bom, o jovem eu de 5 anos de idade achou o máximo ficar controlando aquele golfinho pra ficar fazendo retardadice pelos cenários jogando o pequeno cetáceo pra cima, pra baixo, contra as pedras e fazendo ele voar o mais alto que conseguia, sem ter a menor preocupação de passar as fases e a história do jogo (só fui querer inventar de jogar até o final um tempinho depois quando uma revista que, eu acho que era uma Super GamePower, com um detonado do mesmo foi parar na minha mão). Eu me divertia horrores com aquele jogo.

Eu fugindo das minhas responsabilidades.

Eu fugindo das minhas responsabilidades.

Pois bem, ano passado fui rejogar Ecco e… a minha vontade foi de jogar o controle na minha televisão e conjurar alguns palavrões debochando do level design do jogo e quase propondo a ideia de fazer um drinking game pra tomar uma dose a cada vez que eu falhasse em empurrar a porra de uma pedra que tinha na 3º fase e perdesse a mesma, tendo que refazer quase todo o caminho outra vez. E dessa vez, fui querer jogar o jogo a sério do início até o fim, e me lembrei de que quando joguei ele desse mesmo jeito antes, eu não me diverti tanto quanto das ocasiões em que a minha maior preocupação era arremessar o maldito golfinho no rochedo mais alto possível. Foi aí que eu percebi: “ESSE JOGO É UMA MERDA, PUTA QUE PARIU!”.

Daí surge um vórtex bizarro sugando um monte de animais, e junto com eles, meus sonhos e alegrias da infância com esse joguete.

Daí surge um vórtex bizarro sugando um monte de animais, e junto com eles, meus sonhos e alegrias da infância com esse joguete.

O famigerado pensamento do “nossa, não era tão bom quanto eu me lembrava” veio à tona, mas na real, parando pra pensar, o jogo sempre foi daquele jeito, ele nunca mudou. Eu só era um pequeno garoto que não pegava tanto no pé dos jogos que eu jogava como faço hoje com quase 21 anos nas costas (talvez a informação contida dentro destes parênteses não acrescente tanta coisa, mas, muitos dos jogos dessa época, obviamente pela minha idade, não joguei no lançamento. Sempre tive um contato um pouco tardio com jogos dos videogames de 8/16-bits, mas acabava inevitavelmente os jogando porque era o que eu tinha acesso na época. Só fui começar a acompanhar e jogar as coisas mais ou menos na época em que lançaram pelo meio da “geração PS1”, por volta do finalzinho dos anos 90).

Eu quase usei DK64 ao invés de Ecco como exemplo de jogo antigo que eu gostava e hoje não gosto mais só pra poder botar imagem do DK Rap aqui

Eu quase usei DK64 ao invés de Ecco como exemplo de jogo antigo que eu gostava e hoje não gosto mais só pra poder botar imagem do DK Rap aqui.

Agora me permitam trazer um jogo mais ou menos da mesma época, e que, eu também gostava muito quando criança, o primeiro Donkey Kong Country, lançado pro SNES em 1995 (dessa vez eu já era nascido quando o jogo saiu, só que eu muito provavelmente ainda cagava em fraldas). Eu tinha mais ou menos a mesma idade de quando joguei Ecco quando vi esse aí, só que foi um pouquinho depois. Nem preciso dizer qual foi a minha reação ao ver o visual do jogo, né? Se eu já tinha ficado maravilhado com o Ecco, imagina com DKC?

Diferentemente do Ecco, que eu jogava todo freestyle, aqui eu gostava MUITO da progressão das fases, ao ponto de eu ter rejogado esse jogo ao longo da minha vida mais vezes do que posso calcular. Eu jogava tanto que eu meio que já tinha decorado na cabeça o layout de várias das fases e até hoje tenho lembranças de algumas das paredes quebráveis pra descobrir segredos do jogo.

Pois bem, a última vez que eu rejoguei DKC também foi no meio do ano passado, numa ocasião em que eu estava mostrando joguinhos da minha infância pro meu primo de 5 anos (veja só, a mesma idade que eu tinha), que por alguma razão, gosta muito de me assistir jogando essas coisas, apesar de não se arriscar muito em tentar jogar, salvo alguns jogos bem específicos, mesmo eu oferecendo o controle (em uma nota paralela, recentemente dei uma jogada em Shovel Knight com ele assistindo e foi uma experiência divertida pra cacete, tanto pra mim quanto pra ele).

Enquanto eu jogava, procurei observar as reações do pequeno e faltou pouco os olhos estarem brilhando vendo o Kongão e Diddy quebrarem barris e pulando em cima de jacarés, castores, rinocerontes e demais animais. Só que aí eu notei um negócio engraçado: eu tava do mesmo jeito, senão até mais empolgado que ele. E aí que pensei: “cacete, mas esse jogo É MUITO BOM, MEU DEUS!”

Selo NINTENDÃO de qualidade mesmo esse jogo.

Selo NINTENDÃO de qualidade mesmo esse jogo.

(em uma pequena nota paralela: não sei se é válido mencionar, mas existiu uma série animada de Donkey Kong Country lá pelo final dos anos 90 que eu também assistia quando era criança e gostava MUITO. Fui rever esses dias e acho que era melhor ter mantido na memória do jeito que tava mesmo)

Quando me dei conta, o jogo já tinha acabado e eu tava sorrindo pelo fato de o jogo ser tão bom como eu me lembrava. Vez ou outra eu rejogo alguns jogos antigos que me causam o mesmo sentimento toda vez (Super Mario 64, Super Metroid e Mega Man X4 são bons exemplos de jogos que rejogo praticamente todo ano com esse intuito)

Eu poderia citar inúmeros outros exemplos com histórias parecidas, mas não quero transformar isso aqui numa Bíblia sobre a minha relação com jogos do passado, foi mais pra ilustrar pensamentos e sentimentos (olha só que bonito, até rimou).

Sempre dizem que FFVII tá injogável hoje por ser "feio" mas o VIII acho que tá pior, viu...

Sempre dizem que FFVII tá injogável hoje por ser “feio” mas o VIII acho que tá pior, viu… Tanto visualmente como em mecânica.

Tem alguns jogos que ficam “estranhos” com o tempo? Sim, eles existem. Mas será que eles deixam de ser bons como na época que saíram? Ora cacete, se ele era bom antes, continua sendo bom, talvez só tenha perdido o “cheirinho de novidade”, mas a relevância como obra, nem que seja por mero contexto histórico por ele ter sido o percursor de uma base que viria a ser usada por produtos futuros e essa base tenha sido aperfeiçoada depois por estes.  Acho que o primeiro Metal Gear do MSX pode ser um bom exemplo disso, jogá-lo hoje em dia requer paciência porque ele é cheio de problemas e limitações de hardware da época (não vou entrar no mérito das decisões bizarras de design como o menu de trocar os cartões pra abrir as portas, porque aí já é outro tipo de análise), mas vale pelo experimento de tour histórico, na minha opinião. Mais ou menos pela mesma razão as quais alguém assistiria um filme antigo em preto e branco ou mudo ou fosse ler Machado de Assis hoje em dia.

No final, acho que dá pra concluir o seguinte, pelo menos na minha opinião:

Jogos evoluem, e com eles, a nossa percepção também.


E pra vocês, jogos “envelheceram mal/bem”? Com que jogos isso acontece pra vocês? Adoraria conhecer histórias e ver outras opiniões acerca do tema.

Anúncios

2 comentários sobre “Videogames e o famigerado mito do “envelhecer mal”

  1. Eu acredito que isso seja questão de amadurecimento. Pelo menos para mim foi assim. Explico melhor: Quando você é criança, você obviamente não terá tanto conhecimento e bagagem cultural quanto teria se você fosse um adulto. Ser adulto, é ser uma pessoa com um senso crítico mais apurado, ter mais juízo, ter mais responsabilidades e etc. etc. Isso acaba influenciando nas decisões sobre o que de fato é importante e o que não é. Como consequência disso tudo, os jogos, os filmes, os animes e todos os tipos de entretenimento que você consumia na época quando era criança só irão te proporcionar apenas uma sensação de nostalgia ou um relampejo de diversão e só, nada mais que isso. No final das contas, você acaba se tornando uma pessoa mais seletiva e crítico.
    E acredito que atualmente essa questão de nostalgia é algo que muitas pessoas confundem facilmente: Achar que uma mídia que você consumia no passado poderá lhe proporcionar a mesma sensação nos dias atuais. O que é um grande equívoco. Exemplo? Dragon Ball. O quanto eu vi de gente já “crescido” criticando os últimos lançamentos de filmes do Goku e cia. chega a beirar o absurdo. É lógico que os filmes não vão ser filmes para concorrer ao Oscar, é apenas um mero entretenimento voltado para o nicho de público infantil. São filmes caça-níqueis; cultura de massa. Então é óbvio que você não irá conseguir extrair nada que não seja apenas nostalgia, e talvez divertimento se você souber desligar o seu senso crítico na hora de assistir.
    Atualmente eu sou uma pessoa assim, extremamente seletiva, “desnostálgico” e com um senso crítico bem apurado. Sei selecionar o que vale a pena consumir e o que é apenas cultura de massa. “Ui, tá querendo bancar uma de fodão?” Nada disso, estou apenas querendo mostrar um caminho alternativo para uma pessoa seguir, até porque, dinheiro não cai do céu e o seu bolso irá agradecer depois. E falando em dinheiro, isso me lembra esse artigo muito bom que poderá complementar esse post: http://www.universohq.com/materias/aspectos-comportamentais-dos-colecionadores-de-quadrinhos-no-brasil/
    Segue uns trechos do artigo que exemplificam muito bem o que quero dizer:
    “O colecionador não costuma ter senso crítico sobre o objeto da coleção. Afinal, precisa adquirir tudo relacionado ao tema. Com isso, o consumismo será inevitável e a manipulação pela indústria será fácil sobre ele, sempre insatisfeito com a própria renda quando comparada a tudo que ainda deseja comprar, apenas porque tem um emblema de morcego ou um martelo nórdico impressos”…
    “Um adulto que lê apenas (e muito) Turma da Mônica pode realmente ter problemas com a maturidade ou somente estar se divertindo, lembrando seus bons momentos da infância. Já um bom leitor de quadrinhos adulto tende a avançar e ler obras como Maus, Persépolis e Gen – Pés Descalços, que de infantil não têm nada. Ao contrário, possuem um nível de elaboração cognitiva muito mais elevado do que o da grande maioria das obras artísticas de massa, como uma telenovela, mas ainda assim sofrem preconceito por serem ‘coisas de criança’.”

    Por isso a grande questão não é saber se o jogo envelheceu mal. É saber se VOCÊ envelheceu bem para distinguir o que vale a pena consumir ou não. Reversal russa?

    • Não discordo de tudo que você disse. No meu ponto de vista, como eu disse no texto, tem coisas que consumíamos quando crianças que, de fato eram genuinamente boas (como é o caso do DKC que citei no texto) e outras que nem eram tão boas assim só que a gente não tinha o senso crítico apurado pra perceber isso (justamente o caso do Ecco).

      A questão da nostalgia anda um pouco em paralelo com isso e, às vezes, ela meio que nos “venda” a achar algo bom até pararmos pra analisar aquilo melhor. Isso que você citou do Dragon Ball e dos trocentos filmes que a Toei tá forçando um atrás do outro é bem verdade: Não são filmes bem-feitíssimos ou algo do tipo, é uma farofada só feita pra divertir (mano, um desses filmes o main plot é uma guerra causada por pudim… não dá pra levar um filme desses de um outro jeito que não seja a galhofa), mas as pessoas vão assistir esperando encontrar algo no nível da série original, que, na minha opinião, é genuinamente ótima (o mangá pelo menos, eu realmente gosto bastante, mesmo tendo lido quando criança e gostei mais ainda quando reli depois de velho), daí vão lá e se decepcionam pelos filmes serem só um fanservice que mais parece uma fanfic animada do que outra coisa (o que não significa que seja algo ruim).

      Hoje em dia eu sou bem “desnostálgico” também. Ainda tenho meus surtos de nostalgia quando lembro de algo que eu gostava mas paro pra analisar aquilo com calma ao revisitar. Eu pensei em citar no texto a minha história com os 2 Sonic Adventure que vivo citando no Twitter (daí acabei só enfiando a imagem do Sonic de boca aberta ali mesmo), eram jogos que na época que saíram eu gostei demais por estar naquela vibe de “EITA CARALHO OLHA O SONIC EM 3D AÍ” e, admitidamente, me diverti muito com eles na época sem ver que são jogos CHEIOS de defeitos extremamente horrendos. Hoje em dia a minha relação com eles é meio “olha, eu sei que é uma merda, mas sei lá, eu gosto, me diverti”.

      A questão do colecionismo eu já vejo com outros olhos, pra mim os casos do texto que você linkou são mais relacionados a consumismo do que senso crítico, de fato, mas um pouco com nostalgia (aliás, em minha humilde opinião, Nostalgia é algo que ajuda bastante a sustentar o mercado das HQs de heróis da Marvel e da DC e seus produtos derivados, é impressionante). Mas às vezes o colecionador só quer ter um bom acervo de obras ao seu dispor, e ter tanto revistas galhofadas que ele curte e que trazem uma simples diversão descompromissada que faz bem quanto ter os Maus, Gens, Persépolis, da vida que são coisas mais “sofisticadas”. Essa já é uma questão mais regada a subjetividade na minha opinião.

      “Por isso a grande questão não é saber se o jogo envelheceu mal. É saber se VOCÊ envelheceu bem para distinguir o que vale a pena consumir ou não. Reversal russa?”
      Não diria que é bem uma Reversal Russa, mas a linha de pensamento é mais ou menos essa, eu acho.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s