It’s Dangerous to go Alone, Read This! #2: Zelda II- Adventure of Link

takethis

“Ovelha Negra”. Acho que todo mundo já ouviu isso alguma vez na vida, um termo que julga algo tendo como referencial coisas que estão no seu mesmo contexto. Desde um membro de uma familia até um pão diferente de uma padaria, o termo é muito usado no cotidiano de uma forma pejorativa.

Mas agora eu irei contar uma coisa para você, caro leitor: Não é porque algo é uma “Ovelha Negra” que necessiariamente ele é ruim. Ele só sai das expectativas que temos com algo que vive em seu mesmo parametro.

E Zelda II é uma ovelha negra sim, mas tem seus méritos.

Disclaimer
O principal problema que encontrei ao tentar começar esse texto foi um bem simples e direto: O jogo é suficientemente odiado para que, junto dos Zeldas de CD-I, tenha pouquissimas informações na internet. Por causa disso este texto não vai seguir o padrão da série, sendo bem mais pessoal e com informações que só vem da minha parte, sem nenhum embasamento mais fixo e “aceito”. Se os textos de Link To the Past e Ocarina of Time serão mais pessoais pela história que tenho com eles, o de Zelda II será pessoal por falta de opção.

MAS AO MESMO TEMPO sei que muita gente pode ter encontrado por ai textos e analises interessantissimas sobre o jogo e peço que vocês as citem nos comentários. Dado a natureza especial do jogo eu estou aberto a escrever um segundo texto com novas pesquisas e analises sobre ele, menos pessoal.
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Zelda II foi lançado em 1988, um ano depois do primeiro Zelda. Diferente do mundo vasto e desolado do primeiro, agora temos um mundo menor mas com mais coisas. Temos cidades, NPCs que te ajudam e te recuperam. Link continua sendo identificavel, ainda temos uma princesa Zelda. Até aqui eu meio que estou descrevendo um jogo normal da série, e isso ocorre por que ele é, de fato, um jogo que introduz bastante tradições para a série. Introdução do Magic Meter, das cidades com NPCs… Tudo faz parte da identidade que temos de Zelda e foram apresentados aqui. Mas as semelhanças morrem aqui.

O jogo é muito mais um “simulador de cavaleiro” do que qualquer outra coisa. Você tem um escudo e espada e só esses itens que irão fazer dano nos adversários. O combate é mais estratégico, um tanto complexo até. Existem golpes para serem executados. Você usa o magic meter como pequenos buffs para poder passar e pronto, o gameplay de Zelda II está descrito.

Um design terrível de fases e labirintos acaba criando uma falsa longevidade pro jogo, já que o jogo não é dificil por ser dificil. Ele é dificil por que o design foi feito para ele te passar essa sensação. Não é a situação de tu aprender a fazer x ou y igual Dark Souls, é a situação de um adversário ter sido programado de forma rídicula in-game pra te barrar e mesmo que tu saiba os padrões de ataque dele, não pode fazer nada por causa do lugar que ele foi colocado.
Os itens da dungeons tem efeito no overworld, não nas dungeons. Você só pode usar a espada e o escudo e tem que saber e, mesmo entendendo o combate bem, não consegue fazer muito. Um sistema de vidas que te faz recomeçar lá do ponto inicial do mapa torna o jogo frustante, e ainda sim, tu se sente querendo terminar-lo.

“Erhn, mas e ai, o jogo é uma bosta?” Não, mas não é bom. Ele é um negócio meio fora da curva, um dos jogos mais “água” que já joguei na vida. Não tem gosto, mas eu consigo jogar sem problemas.

A raiva que eu passava era semelhante a um engasgo tomando água. Quando ele passa, eu quero continuar tomando. Talvez eu gosto do jogo e não queira admitir, talvez o desafio de terminar todos os Zeldas tenha me feito jogar até o fim ou talvez simplesmente eu tenha um shit-taste mesmo.

Se eu recomendo o jogo? Por mim, não. Você tem que ter a curiosidade de jogar sozinho mesmo. Ele não é o tipo de jogo que tu indica para alguém, é o tipo de jogo que ela tem que decidir jogar sozinha.

Mas no fim, é um saldo positivo ainda. Joguei e terminei o Dark Souls de Zelda.

Console usado para jogar: Wii U (Virtual Console)

Tempo Gasto: 19 HORAS E 47 MINUTOS

Saldo Final: Erhn

nota2

QbJ6Szl

Dácio não sabe direito como “prazos” funcionam e agradece por estar no Missão Ficção.

(E pede desculpas pela distância entre o texto anterior e esse, já que ele terminou Zelda II 5 dias depois do primeiro Zelda)

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Um comentário sobre “It’s Dangerous to go Alone, Read This! #2: Zelda II- Adventure of Link

  1. Eu sempre quis jogar esse jogo, parece diferente o sufiicente para ser curioso comparar com os outros Zeldas e uma dificuldade chata e mal pensada digna dos jogos do NES hahah

    Tua ideia do jogo é parecida com a que eu imagino que vou ter, então estou com vontade para jogar (mas quase VINTE HORAS é bastante @__@)

    Como curiosidade, esse jogo contribui em Smash para o moveset do Link:

    O taunt pra baixo do link, que ele coloca a espada ao lado do corpo e levanta uma perna é a pose que ele faz no Zelda 2 quando tu mata um inimigo

    Eu sempre achei esse um detalhe bem legal =]

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